FOPROP participa do lançamento do Observatório Nísia Floresta, nova plataforma da CAPES para a formação de pesquisadores

No dia 25 de junho, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) realizou o lançamento institucional do Observatório Nísia Floresta, plataforma da Agenda Nacional para a Formação de Pessoal de Nível Superior. A iniciativa foi desenvolvida para apoiar a formulação, o monitoramento e a indução de políticas voltadas à formação de mestres e doutores no Brasil. O FOPROP (Fórum Nacional de Pró-Reitores e Pró-Reitoras de Pesquisa e Pós-Graduação) participou do evento, representado por sua presidenta, professora Iraildes Assunção, que integrou a mesa de abertura, e pelo professor Marcelo Henrique Napimoga, secretário de Finanças do Fórum e representante do FOPROP na Agenda Nacional.

Segundo a CAPES, o lançamento reforça o compromisso da instituição com o fortalecimento das capacidades nacionais, a formulação de políticas públicas baseadas em evidências e a promoção do desenvolvimento científico, tecnológico e social do País. A plataforma nasce com o propósito de oferecer instrumentos de inteligência de dados para subsidiar decisões estratégicas no campo da pós-graduação brasileira.

Compondo a mesa de abertura ao lado da presidenta da CAPES, professora Denise Pires de Carvalho, e de outras autoridades à frente do projeto, a presidenta do FOPROP destacou a relevância histórica e simbólica do nome que batiza o observatório.

“Tive a honra de ser convidada e de participar da mesa de abertura do lançamento do Observatório Nísia Floresta. Ao meu lado estavam a presidente da CAPES, professora Denise Pires de Carvalho, e outras autoridades que coordenam o observatório e conhecem o trabalho de Nísia Floresta — uma grande mulher, pioneira no século XIX, que defendeu o direito das mulheres e a educação. Por isso, esse resgate histórico é muito importante e, assim como eu vejo, também uma reparação.”

Para a presidenta do FOPROP, a nova plataforma representa um instrumento estratégico para o enfrentamento das desigualdades entre as regiões do país e para o planejamento de políticas mais eficazes.

“Para o FOPROP, esse observatório é uma ferramenta indispensável, porque o monitoramento e a inteligência de dados são essenciais para corrigir as assimetrias regionais e planejar políticas públicas eficazes.”

Representante do FOPROP na Agenda Nacional, o professor Marcelo Henrique Napimoga, da Faculdade São Leopoldo Mandic, detalhou o funcionamento da plataforma. Segundo ele, a Agenda Nacional, em conjunto com o Observatório Nísia Floresta, reúne em ambiente público e digital os dados da pós-graduação brasileira, identificando mestres, doutores, pós-doutores e docentes que atuam nos programas, vinculados aos grandes temas de interesse dos estados.

“Ela se torna uma plataforma capaz de identificar pessoas ou grupos de pesquisa que atuam em um determinado assunto, em um determinado estado, podendo ser acionados para compor redes ou para o desenvolvimento de projetos específicos naquela temática.”

O professor explicou ainda que o cruzamento desses dados já permite visualizar onde estão as lacunas da pós-graduação no território nacional — e, a partir disso, orientar a atuação dos órgãos de fomento.

“Já foi possível, por exemplo, identificar lacunas em diferentes estados sobre grandes macrotemas ou temas de interesse público. Com esse tipo de identificação, a CAPES ou qualquer outro órgão de fomento pode fazer induções, como a abertura de programas ou o fomento de bolsas em temáticas específicas, em estados onde há clara necessidade de evolução.”

Ao final de sua fala, a presidenta do FOPROP parabenizou a CAPES e a equipe responsável pela condução do projeto, reafirmando a disposição do Fórum em contribuir com a iniciativa.

“Deixo aqui os parabéns à CAPES, em nome da professora Denise, e a toda a equipe que está à frente desse grande projeto. O FOPROP reafirma o compromisso de colaborar ativamente com o observatório na direção de uma pós-graduação cada vez mais forte, democrática, inclusiva e conectada com o Brasil.”

Com o lançamento do Observatório Nísia Floresta, a CAPES amplia as ferramentas disponíveis para o acompanhamento da formação de pesquisadores no Brasil, em uma agenda que dialoga diretamente com a atuação do FOPROP na defesa de uma pós-graduação forte e presente em todas as regiões do país.