Encontro promovido na Universidade de Marília (UNIMAR) discutiu estratégias para o fortalecimento da ciência, da inovação e da pós-graduação brasileira. Secretário de Finanças do FOPROP, Prof. Marcelo Henrique Napimoga apresentou panorama que revela cerca de 400 programas em atividade nas IES particulares, sendo 47% com conceito 4 e mais de 110 programas entre as notas 5 e 7.
A Universidade de Marília (UNIMAR), instituição com mais de 70 anos de tradição no ensino superior brasileiro, sediou nos dias 28 e 29 de abril o Encontro Anual do Segmento das Instituições Particulares do Fórum Nacional de Pró-Reitores e Pró-Reitoras de Pesquisa e Pós-Graduação (FOPROP). O evento reuniu lideranças acadêmicas de diferentes regiões do país para discutir estratégias, desafios e perspectivas para o fortalecimento da ciência, da inovação e da pós-graduação no Brasil.
A programação contou com palestras e participação de personalidades de destaque no campo da ciência e da pós-graduação, com representantes de instituições estratégicas como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), além da editora internacional Springer Nature.
FOPROP presente: protagonismo das IES particulares no SNPG
Representando a Diretoria Executiva do FOPROP e sua presidente, Profa. Iraildes Assunção, o Secretário de Finanças do Fórum, Prof. Dr. Marcelo Henrique Napimoga, da Faculdade São Leopoldo Mandic (SLMANDIC), apresentou um abrangente panorama da pós-graduação stricto sensu nas instituições privadas brasileiras.
Em sua exposição, Napimoga contextualizou inicialmente o cenário do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG) como um todo, ressaltando o crescimento contínuo do sistema. “O Sistema Nacional de Pós-Graduação vem crescendo ano após ano, com aproximadamente 7 mil programas de pós-graduação atualmente“, destacou o secretário, ao traçar a evolução do sistema desde 1970 até os dias atuais e apontar a importante descentralização dos programas por todo o território nacional.
Metas ambiciosas do novo PNE até 2036
Um dos pontos altos da apresentação foi a análise das metas estabelecidas pelo novo Plano Nacional de Educação (PNE), que projeta praticamente dobrar o número de mestres e doutores titulados no Brasil até 2036.
Segundo dados apresentados pelo Prof. Napimoga, o PNE prevê que o país passe da atual média de 30 mestres titulados por ano para 60 alunos por 100 mil habitantes, e dos atuais 10 a 12 doutores titulados anualmente para 20 alunos por 100 mil habitantes. “Temos grandes oportunidades dentro do Brasil para esse tipo de abordagem, uma vez que o próprio Brasil colocou como meta dobrar o número de mestres e doutores nos próximos 10 anos”, afirmou.
As IES particulares em números
A apresentação trouxe ainda dados consolidados sobre a atuação das instituições particulares de ensino superior no SNPG. Atualmente, as IES particulares mantêm cerca de 400 programas de pós-graduação em atividade, distribuídos de forma equilibrada entre as três grandes áreas do conhecimento: aproximadamente 30% nas Ciências Humanas, 30% nas Ciências da Vida e 30% nas Ciências Exatas.
Os indicadores de qualidade reforçam o protagonismo do segmento: 47% dos programas das IES particulares possuem nota 4, e mais de 110 programas alcançam conceitos entre 5 e 7, classificações que atestam padrões de excelência acadêmica reconhecidos pela CAPES.
“São programas relativamente mais jovens do que os das IES federais e estaduais, mas que têm mostrado quadriênio após quadriênio de avaliação a sua evolução. E em algumas áreas, dentro desses três colégios, as notas das IES particulares são até superiores a outros segmentos do próprio Sistema Nacional de Pós-Graduação”, ressaltou o Prof. Napimoga.
Excelência e compromisso com a pós-graduação brasileira
Ao encerrar sua exposição, o Secretário de Finanças do FOPROP destacou o papel estratégico desempenhado pelas instituições particulares na consolidação do SNPG: “Os programas e as instituições de ensino superior privadas têm uma atuação de destaque e compõem, com excelência acadêmica, o Sistema Nacional de Pós-Graduação.”
O FOPROP, que reúne aproximadamente 300 instituições associadas em todas as regiões do país, segue cumprindo seu papel de articulador de políticas públicas em ciência, tecnologia e educação superior. O encontro em Marília integra o calendário oficial 2026 de reuniões presenciais do Fórum, que prevê ainda encontros regionais e a reunião do Diretório Nacional ao longo do ano, garantindo a participação ampla das IES públicas, comunitárias e privadas no debate sobre os rumos da pós-graduação brasileira.


